O mapa mostra onde estão as pessoas que faltaram. Esta página é sobre o que fazer quando você encontra uma delas. A ideia é simples: ninguém muda de ideia numa discussão, mas muita gente muda numa conversa em que foi ouvida.
Ninguém é abordado, ninguém é convencido na marra. Você se apresenta, diz o que está fazendo e pergunta se ela quer conversar. Ela escolhe o assunto e pode ir embora quando quiser.
Antes de responder qualquer coisa, vale saber que o motivo pode ser qualquer um destes, e você não sabe qual até perguntar.
Não presuma o motivo. Pergunte.
Repare na segunda metade da lista: metade de quem falta não decidiu não votar; não conseguiu. Para essas pessoas, a conversa é prática: onde, que horas, com quem. É o nosso ponto forte.
"Como estão as coisas por aí?" "O que você espera de quem ganhar?" Deixe falar. Não corrija.
"Faz sentido." A vida está difícil, e o que ela fez no 1º turno teve um motivo. Diga isso antes de qualquer outra coisa.
Um, não cinco. Com uma fonte que ela respeite. Se for sobre esta escola, use o número daqui: é concreto e é perto.
Deixe a pessoa chegar sozinha à conclusão. Se ela não quiser continuar, agradeça e encerre. Já valeu.
O reflexo é rebater. Rebater fecha a conversa. Perguntar abre.
| Ela diz | Não responda | Experimente perguntar |
|---|---|---|
| "São todos iguais." | "Não são, não." | "O que te faz ver os dois do mesmo jeito?" |
| "Meu voto não faz diferença." | "Faz, sim!" | "Aqui no Brasil a diferença foi de 2,2 milhões de votos, e 33 milhões ficaram em casa. Quantos vizinhos você conhece?" |
| "Não gosto de nenhum." | "Tem que escolher o menos pior." | "O que é mais importante pra você nessa decisão?" |
| "Política me cansa." | "Você precisa se informar." | "O que aconteceu pra você chegar nesse ponto?" |
| "Anulei de propósito." | "Jogou o voto fora." | "O que você queria dizer com isso?" |
| "Não confio na urna." | "Isso é mentira." | "O que, exatamente, te deixa desconfiado?" |
| "Esqueci. Não deu tempo." | "Como assim, esqueceu?" | "Dia 25 você consegue? Quer que eu te lembre na véspera?" |
| "Não tinha com quem ir." | "É pertinho." | "Se a gente combinar de ir junto, que horas é bom pra você?" |
São duas eleições separadas. Não precisa fazer nada antes. Faltar uma vez não cancela o título.
Não contam como voto válido e não vão para quem está na frente. E "mais da metade de nulos anula a eleição" é lenda: não existe isso na lei.
Documento com foto ou e-Título. Quem está na fila às 17h vota. O local está no e-Título ou no site do TSE.
Muitos deixam de ir por falta de companhia ou por não saber mais onde é. Pergunte, lembre, acompanhe a pé. Carona só para a própria família.
Tudo isso, em versão para repassar, está em Faltou? Pode votar. Lembrete para a agenda:
Em dupla ou em grupo, em lugar movimentado, com hora para começar e para terminar. Combinem um ponto de encontro e um contato de emergência, e compartilhem a localização entre vocês.
Nada de vermelho, nem de verde e amarelo. A cor fecha a conversa antes de ela começar.
Não entre em carro, casa ou loja de desconhecidos. Não vá com ninguém para outro lugar.
Se alguém gritar: "Entendo que você esteja irritado. A gente não veio discutir. Bom dia." E encerra.
Nem "de brincadeira". A pessoa tem que sair da conversa melhor do que entrou.
"Gado", "burro", "alienado", "fascista", "comunista". Qualquer rótulo encerra a conversa e confirma o que ela pensava de você.
Nem apresentar opinião como fato, nem inventar número. O que você não sabe, você confere depois.
Lanche, carona, favor. Além de errado, é crime eleitoral.
Dia 25 é dia de votar. Abordar eleitor nesse dia é crime. Tudo isto aqui vale até sábado.
Esta página fica fora do debate entre os dois. Mas a conversa pode chegar lá. A técnica é a mesma: em vez de afirmar, pergunte.
| Em vez de afirmar | Não diga | Pergunte |
|---|---|---|
| Que alguém é mentiroso | "Ele é mentiroso." | "Dá pra confiar no que ele fala?" |
| Que alguém é incompetente | "Ele não fez nada." | "Você lembra de alguma coisa que ele já fez?" |
| Que alguém anda com gente errada | "Ele é bandido." | "Você já viu com quem ele anda?" |
| Que alguém não defende o país | "Ele é capacho." | "Você já viu ele defender o Brasil disso?" |
Um fato por vez, com a fonte aberta no celular. Nada de número de cabeça. Se não souber, "não sei" vale mais do que inventar.